25 de fevereiro de 2021

É possível detectar anticorpos da vacina nos testes rápidos de COVID-19?

Para controle da pandemia da COVID-19 é muito importante que a maioria da população seja vacinada. Agora que as primeiras pessoas já começaram a receber…

É possível detectar anticorpos da vacina nos testes rápidos de COVID-19

Para controle da pandemia da COVID-19 é muito importante que a maioria da população seja vacinada. Agora que as primeiras pessoas já começaram a receber doses da vacina de COVID-19 – como profissionais de saúde e idosos acima de 80 anos – é preciso combater fake news e disseminar informações corretas sobre as vacinas disponíveis para coronavírus.

Uma das primeiras desinformações que têm sido reproduzidas é a da ineficácia das vacinas. Na verdade, as vacinas que estão sendo aplicadas atualmente são muito eficazes, incluindo as produzidas a partir de vírus inteiros desativados e as de versões atenuadas do vírus, chamadas adenovírus.

Uma das razões para essa distorção dos fatos é que pacientes que tomaram as doses de vacinas com vírus atenuados não demonstraram resultado positivo para anticorpos em relação ao Sars-CoV-2 nos testes rápidos de detecção.

A questão que deve ser levantada é: por que este tema está gerando insegurança na população? E qual é a razão dos pacientes que tomaram a vacina de vírus atenuado ainda não apresentarem anticorpos para a SARS-CoV-2, mesmo sendo esse o objetivo de uma vacina?

Para entender melhor, é importante saber como funcionam as vacinas, quais são os anticorpos detectados nos testes rápidos e por que a diferença entre os tipos de imunizações faz com que a resposta a esses testes seja diferente, ainda que todas as pessoas que tomem a vacina estejam imunizadas.

Qual a composição do vírus Sars-CoV-2?

 Uma característica importante do Sars-CoV-2 é que ele é composto de múltiplas proteínas, incluindo a proteína S (spike), que é a responsável por se acoplar às células do corpo humano para que ele possa se replicar.

Nessa proteína, há um subdomínio chamado RBD (Receptor Binding Domain), que permite a ligação às células humanas pelo receptor ACE2. Portanto, para neutralizar esse RBD, é importante que o corpo desenvolva anticorpos anti-RBD, presentes na proteína S, o que é o foco de alguns tipos de vacina de COVID-19.

Como os testes rápidos para COVID-19 funcionam

Existem diferentes testes que podem ser feitos para detecção do Sars-CoV-2. Alguns detectam a presença do vírus – uma infecção ativa, outros detectam os anticorpos da resposta imune.

Os testes rápidos se popularizaram porque, com uma pequena amostra de sangue, é possível detectar a presença de anticorpos. O teste rápido consiste em um ensaio imunocromatográfico, que identifica a presença de anticorpos do tipo IgG/IgM nas amostras coletadas entre 10 e 12 dias após a infecção por SARS- CoV-2.

Com metodologia simples, esse tipo de teste rápido pode ser executado diretamente em qualquer unidade de saúde, disponibiliza o resultado entre 10 à 15 minutos e deve ser realizado por profissionais devidamente treinados.

Qual a diferença das vacinas?

O primeiro passo para entender a diferença entre as respostas aos testes é compreender os tipos de vacinas.

Algumas são produzidas a partir de vírus inteiros desativados, isso significa que esta vacina possuirá todas as proteínas relacionadas à capacidade neutralizante do vírus (proteína S), e também, às proteínas não neutralizantes (proteína N). Já as vacinas produzidas por versões atenuadas do vírus, chamadas adenovírus, possuem parte das proteínas virais, ou seja, a proteína S.

A vacina com vírus inteiro (contém as proteínas neutralizantes e não neutralizantes) funciona com base em uma resposta imune em toda sua totalidade, o que quer dizer que o organismo produz tanto anticorpos neutralizantes quanto anticorpos não neutralizantes.

Já nas vacinas de adenovírus, o organismo produz anticorpos relacionados à proteína S, e quando entra em contato com sistema imune do paciente a resposta imunológica será relacionada a esta proteína.

É importante salientar que independentemente da vacina, o organismo irá reproduzir anticorpos contra o SARS-CoV-2.

Por que a resposta imune da vacina de COVID-19 nem sempre é detectada nos testes rápidos?

Isso acontece porque a maioria dos testes utilizados no mercado detectam a proteína N, e, neste caso, somente irão identificar anticorpos das vacinas que utilizam o vírus inteiro. “Se você tomou a vacina que expressa apenas a proteína S do novo coronavírus, muitos testes de anticorpos nunca vão positivar. Já na vacina de vírus inteiro, espera-se que todo teste de anticorpos positive”, ressalta Breno Bernardes de Souza, médico generalista, pesquisador-colaborador Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Soluções Celer para COVID-19

A Celer Biotecnologia trabalha com três tipos diferentes de testes, o de anticorpos (One Step COVID-2019 Test), o RT-PCR (Celer Sansure Kit de Detecção por PCR em Tempo Real para SARS-CoV-2) e o de antígeno (Celer Wondfo SARS-CoV-2 Ag Rapid Test).

O One Step COVID-2019 Test é um teste rápido que detecta os anticorpos totais, ou seja, IgM e IgG. Ele se torna o teste ideal para detecção de anticorpos após a vacinação, já que ele identifica a proteína S, proteína presente nos dois tipos de vacinas disponibilizadas.

Eficácia das vacinas de COVID-19

É importante lembrar que o fato de algum teste não identificar anticorpos para COVID-19 não quer dizer que o paciente não esteja imune após tomar a vacina. Antes de mais nada, é preciso saber qual a vacina foi utilizada, e a partir daí ser realizado o direcionamento para que o paciente realize o teste de acordo com a vacina aplicada.

O One Step COVID-2019 Test, que identifica a proteína S, é capaz de identificar os anticorpos produzidos pelas duas estruturas de vacinas aprovadas no Brasil (vírus inteiros desativados e as de versões atenuadas do vírus, chamadas adenovírus) e se torna o teste ideal para avaliação da produção de anticorpos de ambos os tipos de vacinas disponibilizadas para a população.

Quer conhecer todas as soluções da Celer para o coronavírus? Leia mais.

 

31 de dezembro de 2020

Celer em 2020: superação e crescimento

O ano de 2020 da Celer foi um ano de consolidação como uma das maiores empresas de biotecnologia no cenário nacional. Neste ano de crescimento,…

27 de março de 2020

Testes de imunofluorescência em Point Of Care como diagnóstico complementar da COVID-19

O diagnóstico rápido e preciso do coronavírus é um dos grandes desafios enfrentados pelas equipes médicas ao redor do mundo. Isso porque os testes definitivos…