Monitoramento do D-Dímero auxilia no tratamento anticoagulante em pacientes graves com COVID-19 e em recuperação

Monitoramento do D-Dímero auxilia no tratamento anticoagulante em pacientes graves com COVID-19

Monitoramento do D-Dímero auxilia no tratamento anticoagulante em pacientes graves com COVID-19 e em recuperação

A infecção pelo novo coronavírus afeta diferentes pessoas de formas diversas. De todo modo, sabe-se que a COVID-19 tem influência na coagulopatia, em outras palavras, distúrbios da coagulação sanguínea. A maioria dos pacientes com quadro grave apresenta coágulos ou tromboembolismo venoso que, em geral, aparecem entre o sétimo e o décimo dia após o início dos sintomas. Complicações por trombose – que incluem a embolia pulmonar – podem levar à morte súbita. Por isso, o monitoramento do D-Dímero auxilia no tratamento.

“Os estudos ainda estão evoluindo, mas ao que tudo indica, há relação entre as coagulopatias e complicações como infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal, trombose pulmonar e, em casos mais raros, coágulos da rede venosa craniana e nos membros inferiores (pernas)”, explica Breno Bernardes de Souza*, médico generalista, pesquisador-colaborador Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e colaborador de Celer Biotecnologia.

O sistema de coagulação do corpo humano permite estancar sangramentos de forma rápida e eficaz. Em caso de lesões, o fibrinogênio, uma proteína necessária para que as plaquetas se unam e deem início ao processo de coagulação, é ativado. No processo de coagulação, ele se converte em fibrina. Quando a lesão é curada, outro elemento, a plasmina, digere a fibrina do coágulo (também chamado de trombo). Desse processo de degradação do coágulo são liberados na corrente sanguínea alguns fragmentos, entre eles, o D-Dímero.

O processo de coagulação, assim como a liberação dos elementos bioquímicos relacionados, é fisiológico ao e importante para o funcionamento correto do organismo. Entretanto, distúrbios genéticos ou hábitos não saudáveis podem desencadear a produção de coágulos onde não há sangramentos. Sendo assim, a quantificação do D-Dímero no organismo pode auxiliar no diagnóstico de distúrbios relacionados à coagulação sanguínea.

O tromboembolismo venoso (TEV) é a formação de coágulos sanguíneos no organismo. O termo inclui as condições Trombose Venosa Profunda (TVP) ou Embolia Pulmonar (EP). É importante destacar que níveis elevados de D-Dímero no organismo são comuns após cirurgias, traumas ou infecções. No entanto, também podem indicar TVP ou EP. Cabe ao profissional de saúde avaliar resultado do exame junto a outros fatores.

Monitoramento do D-Dímero em pacientes de COVID-19

Em casos de infecção por COVID-19, se faz necessário o monitoramento do D-Dímero. Quanto maior a sua presença no sangue, isso quer dizer que mais processos coagulativos estão acontecendo no organismo. “A taxa dessa substância pode se alterar de um dia para o outro, portanto, o ideal seria se o monitoramento fosse realizado diariamente por meio de testes cujo resultado se dê em poucas horas”, pontua Breno Bernardes de Souza. “Dessa forma é possível decidir, de forma mais assertiva, pelo início do tratamento anticoagulante, como também pelo aumento ou diminuição da dosagem, além de ser um medidor da eficácia do tratamento”, acrescenta.

Diante deste contexto, nos casos de agravamento no quadro de pacientes, o D-Dímero deve ser monitorado todos os dias. Por isso a importância da rapidez do resultado. No entanto, em muitas cidades do interior cuja estrutura é deficitária, por exemplo, o teste tem que ser enviado às capitais e acaba ficando pronto após três dias, tempo precioso para quem apresenta complicações em virtude da COVID-19. Além disso, mesmo em cidades maiores, esse acompanhamento diário não está sendo realizado, muitas vezes em função da baixa disponibilidade de testes para todos os pacientes em estado grave.

O médico e pesquisador ainda destaca que a trombose pode ocorrer mesmo após a recuperação da doença. Há inclusive casos de pessoas que apresentaram quadro leve durante a infecção por COVID-19, as quais desenvolveram algum distúrbio tromboembólico até 20 dias depois, conforme aponta este estudo. Por isso, caso o paciente recuperado apresente sintomas como fadiga extrema e falta de ar, é altamente indicado que se faça o acompanhamento incluindo o teste do D-Dímero.

D-Dímero da Celer Biotecnologia

O marcador D-Dímero Point of Care é uma útil ferramenta para pronto-atendimentos, uma vez que agiliza o processo de diagnóstico, possibilitando à equipe médica iniciar o tratamento e procedimentos rapidamente, diminuindo os riscos de morte de pacientes. Utilizado em conjunto com os instrumentos da linha Finecare, o marcador D-Dímero da Celer Biotecnologia determina quantitativamente a presença do fragmento em amostras de plasma ou sangue total.

Para sua realização, utiliza-se pouco volume de amostra e o resultado é liberado em até 15 minutos. O resultado deve ser avaliado por um profissional capacitado, junto à análise de histórico e exame clínico do paciente.

Para saber mais sobre os testes de D-dímero e os instrumentos da linha Finecare, você pode entrar em contato com a nossa equipe pelo telefone (31) 3413-0814 ou e-mail comercial@celer.ind.br.

 

*Dr. Breno Bernardes de Souza, MD

Médico Generalista e Pesquisador-colaborador da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Consultor Clínico-Científico de COVID-19 da Bioclock Pesquisas, da Celer Biotecnologia, e da Mineradora Nexa Resources.

Currículo: www.lattes.cnpq.br/6948672263206883

 

Referências:
http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2959-trombose
http://www.sbpc.org.br/upload/congressos/2_Doencas_tromboembolicas.pdf
https://emedicine.medscape.com/article/300901-overview
https://emedicine.medscape.com/article/1911303-overview

 

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