8 de fevereiro de 2022

Nível da proteína AFP auxilia no diagnóstico precoce e tratamento do câncer de fígado

Segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o câncer é a segunda causa de morte no mundo, com 9,6 milhões de óbitos apenas em…

Segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o câncer é a segunda causa de morte no mundo, com 9,6 milhões de óbitos apenas em 2018. Nas Américas, foram 1,2 milhão de mortes, das quais 40% poderiam ter sido prevenidas com o controle dos fatores de risco, e 30% poderiam ter sido curados se houvesse detecção precoce e tratamento adequado.

Aproximadamente 70% das mortes causadas pela doença acontecem em países de baixa ou média renda, onde o acesso ao diagnóstico e tratamento são limitados ou tardios, aumentando a gravidade dos casos. Assim, é importante que a pessoa observe suas condições de saúde o quanto antes e procure atendimento médico para um diagnóstico precoce, principalmente quando se trata de câncer de fígado, uma doença que em 80% dos casos é agressiva, levando a óbito 10.902 brasileiros em 2019.

Câncer de fígado

O câncer de fígado é uma doença que se apresenta de duas formas, podendo se desenvolver no próprio órgão ou atingi-lo em uma situação de metástase. O problema também pode se originar nos dutos biliares ou, mais raramente, nos vasos sanguíneos do fígado. 

Sintomas

O câncer de fígado tem sintomas muito característicos que, observados precocemente, podem auxiliar no controle ou cura da doença. São eles: 

  • dor abdominal, 
  • massa abdominal, 
  • distensão abdominal, 
  • perda de peso inexplicada, 
  • perda de apetite, 
  • mal-estar, 
  • icterícia (tonalidade amarelada na pele e nos olhos),
  • ascite (acúmulo de líquido no abdômen).

Diagnóstico

O diagnóstico de câncer de fígado pode ser feito a partir da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos em pessoas que apresentam sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou por meio de procedimentos periódicos em pessoas que, embora não tenham sinais ou sintomas, pertencem a grupos com maior risco de desenvolver a doença.

Entre os exames laboratoriais indicados, destaca-se a dosagem sérica de alfafetoproteína (AFP), indicado para pacientes com suspeita de câncer hepático nas duas modalidades: primária ou secundária. Esta proteína é normalmente produzida por células hepáticas imaturas do feto, e atinge o nível considerado ideal quando a criança completa um ano de vida.

O nível considerado normal é abaixo de 10 ng/mL. Já acima de 500 ng/mL, sinaliza para câncer de fígado – para casos originários ou metástase -, e para a existência de tumores em células germinativas, como neoplasias nos testículos ou ovários. 

O teste também é indicado para pacientes que estão ou finalizaram o tratamento da doença e, dependendo dos casos, para pessoas que têm hepatite ou cirrose.

Solução de Diagnóstico Celer

O AFP Teste Quantitativo utiliza a metodologia de imuno detecção por fluorescência. Anticorpos marcados com fluorescência se ligam ao antígeno AFP presente na amostra.

O exame pode ser feito com soro, plasma ou sangue total, com a recomendação de uso dos anticoagulantes Citrato de Sódio, Heparina ou EDTA; para melhores resultados. A análise da amostra deve ser feita imediatamente após a coleta e não há necessidade de preparação prévia do paciente.

Referências Bibliográficas

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE. Câncer. Brasil. 2020. Disponível em:<https://www.paho.org/pt/topicos/cancer >. Acesso em: 28 jan 2022.

INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER JOSÉ ALECAR GOMES DA SILVA. Tipos de câncer. Rio de Janeiro: INCA. 2021. Disponível em: <https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-figado>. Acesso em: 31 jan 2022.

ALMEIDA, Elisabete Fernandes. Dosagem sérica de alfa-proteína (AFP). São Paulo: Associação Paulista de Medicina. 2009. Disponível em: <http://associacaopaulistamedicina.org.br/noticia/dosagem-serica-de-alfa-fetoproteina-afp >. Acesso em 28 jan 2022.

THOLEY, Danielle. Carcinoma hepatocelular. Brasil: Manual MDS Versão para profissionais de saúde. 2020. Disponível em: <https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%Barbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/massas-e-granulomas-hep%C3%A1ticos/carcinoma-hepatocelular>. Acesso em: 30 jan 2022

 

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