Entenda a diferença entre os dois tipos de testes de diagnóstico mais utilizados para COVID-19

Entenda a diferença entre os dois tipos de testes de diagnóstico mais utilizados para detectar a COVID-19

Entenda a diferença entre os dois tipos de testes de diagnóstico mais utilizados para COVID-19

A aplicação de testes de diagnóstico é uma das principais estratégias defendidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS) para lidar com a pandemia de coronavírus. A medida aliada ao isolamento social é comprovadamente eficaz, pois demonstra o grau de soroconversão e o comportamento da COVID-19 em diferentes grupos da população. A partir disso é possível “achatar a curva da doença”, ou seja, reduzir o número de doentes simultâneos, dando maior fôlego para os sistemas de saúde.

Alguns estudos já corroboram a importância de testar a população para a COVID-19, seja através de pesquisa de anticorpos, aplicada no teste rápido (imunocromatografia), ou Reação em Cadeira da Polimerase (PCR) para pesquisa do material genético do vírus. Entretanto, é importante que os testes sejam utilizados de forma complementar.

O teste rápido (imunocromatografia), por exemplo, é usado para o auxílio de diagnóstico dos pacientes. Por sua vez, o teste PCR detecta o vírus no organismo de 2 a 3 dias após o contágio. Além disso, é o método mais adequado para diagnóstico dos pacientes com sintomas típicos de COVID-19. 

Segundo Mariana Santos, assessora científica da Celer, em conjunto, os testes identificam quem está com o vírus na fase aguda e quem já passou pela doença, à medida que um analisa a presença direta do vírus e o outro dos anticorpos. “O teste de Reação em Cadeia da Polimerase é de diagnóstico definitivo, ou seja, considerado o padrão ouro. Já o teste rápido (imunocromatografia) é um auxílio diagnóstico complementar ao PCR”, diz. 

É importante dizer que o tipo de amostra do PCR é diferente do teste rápido. Enquanto o teste rápido (imunocromatografia) utiliza sangue (sangue total, soro ou plasma), o PCR utiliza material das vias respiratórias, seja swab (parecido com um cotonete de haste longa) de nasofaringe e/ou orofaringe, ou lavado broncoalveolar. Há também a distinção de tempo necessário para o diagnóstico nos dois métodos. O teste rápido propicia uma leitura em quinze minutos, enquanto o método de PCR apresenta resultado em, no mínimo, quarenta e cinco minutos. 

O teste rápido (imunocromatografia) tem sido muito utilizado em empresas e por órgãos públicos para detectar a doença, evitar a propagação do vírus e manter as equipes dos serviços básicos em atividade, como os profissionais da saúde e da segurança. A Celer Biotecnologia fez a nacionalização dos testes rápidos One Step COVID-19 Test doados pela Vale para o Governo Federal e que chegou a postos de saúde e hospitais de vários estados. O produto teve sua confiabilidade atestada pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que demonstrou a confiabilidade do teste rápido, respeitando as instruções de uso do fabricante. O resultando consta no Boletim Epidemiológico No 8 do Ministério da Saúde (ME). 

Como funcionam os testes

O teste rápido consiste em um ensaio imunocromatográfico (uma membrana de nitrocelulose no formato de fita, impregnada em cada trecho com antígenos específicos, reage com a amostra coletada para o exame), que detecta a presença de anticorpos do tipo IgG/IgM nas amostras coletadas entre 10 e 12 dias após a infecção por SARS- CoV-2. Vale ressaltar que ele realiza a leitura de anticorpos totais IgG e IgM sem nenhuma diferenciação entre eles, ou seja, não há leitura separada desses anticorpos.

Sua metodologia simples permite que ele seja executado diretamente em qualquer unidade de saúde, desde que isso seja feito por profissionais da saúde devidamente treinados. Para utilizá-lo, inicialmente é feita a coleta de 10 microlitros de soro, plasma ou sangue total do paciente. Depois disso, adiciona-se a amostra a um cassete de teste, seguida por um buffer (solução tampão), e a leitura é realizada em 15 minutos. 

Diante disso, o resultado negativo pode indicar ausência de infecção ou infecção precoce. Já o resultado positivo revela a infecção por COVID-19. Todavia, o resultado negativo não exclui a possibilidade de infecção e o resultado positivo não pode ser usado como evidência absoluta de SARS-CoV-2. Por esse motivo, é necessária a confirmação por uma metodologia mais específica como o PCR, ou com dados clínicos do paciente.

O teste de Reação em Cadeia da Polimerase detecta o RNA viral a partir da secreção das vias respiratórias do paciente. É o teste de diagnóstico definitivo e somente por meio dele é possível identificar a presença do vírus. Contudo ressalta-se que, conforme pontua Mariana, “somente com o PCR não se sabe se os pacientes desenvolveram anticorpos contra o vírus, ao aliar os dois testes isso se torna possível”.

Basicamente, o método de PCR consiste em uma reação com reagentes específicos capazes de criar milhares de cópias de fragmentos do material genético do coronavírus. Havendo o vírus na amostra de um paciente, ocorre a emissão de fluorescência, que é lida por um equipamento específico. 

Por se tratar de uma doença infectocontagiosa, sua realização exige um laboratório em nível 2 de segurança. As amostras para o teste são coletadas introduzindo um cotonete (swab) na região da nasofaringe do paciente para retirar o material. Depois disso, o profissional extrai o material genético da secreção e, em seguida, adiciona-se sobre ele iniciadores e sondas de nucleotídeos que identificam a presença ou não do vírus, pela técnica de PCR.

Na maioria das vezes, exames que utilizam PCR são mais demorados porque demandam algumas etapas de processamento da amostra. O equipamento Celer Sansure iPonatic tem uma vantagem importante: ele permite processar a amostra e realizar a PCR no mesmo equipamento. Isso gera a redução de tempo, além de agregar segurança para quem está manipulando a amostra. Ele permite um resultado mais rápido, principalmente em comparação com outros exames de PCR, diminuindo para uma hora o que levaria de três a quatro horas.

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