Webinar apresenta novos achados científicos sobre testes rápidos para COVID-19

novos achados científicos sobre testes rápidos para COVID-19

Webinar apresenta novos achados científicos sobre testes rápidos para COVID-19

À medida em que a produção científica em torno do novo coronavírus vai se desenvolvendo, muitas informações que são divulgadas pelos meios de comunicação precisam ser corrigidas. O alerta é da médica infectologista e professora da Escola de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Carolina Ali Santos, que participou de um webinar promovido pela Celer no dia 15 de junho. 

Em sua apresentação, a especialista chamou a atenção para um equívoco envolvendo a interpretação dos testes sorológicos, que identificam a presença de anticorpos de fase aguda (IgM) e tardia (IgG). “Há empresas que realizam testes rápidos em seus funcionários e concluem que aqueles com anticorpos IgG+ já estariam imunizados e prontos para voltar ao trabalho. Ocorre que essa visão clássica, que funciona para muitas doenças infecciosas, não é válida para todos os casos da COVID-19, conforme já foi demonstrado por inúmeros estudos científicos”, comentou.

Um dos vários estudos a que a médica se refere foi publicado em abril pela prestigiosa revista Nature. Em uma análise com 262 pacientes com COVID-19, concluiu-se que o IgG positiva simultaneamente ou até mesmo antes do IgM. Além disso, o IgM nem sempre positiva, ou seja, o IgG é mais sensível que o IgM até mesmo para a fase aguda. Essas evidências são suficientes para dizer que o IgM não está sendo um marcador confiável de fase aguda para o vírus SARS-CoV-2 em muitos casos, pois pode permanecer positivo por inúmeros dias após o início dos sintomas. 

O problema do “falso imunizado”

“Assim, essa ideia equivocada de que uma pessoa que tiver IgG positivo e IgM negativo está imunizada é um problema que facilita a disseminação da doença”, reforçou. Em razão disso, defende que o método de testes rápidos, como o One Step COVID-2019 da Celer, que fazem uma identificação combinada de IgG e IgM, aumentam a sensibilidade global do exame e favorecem uma interpretação clÍnica mais assertiva. “Digo isso com base em validações científicas independentes e não nas informações divulgadas pelo fabricante”, completa.

Uma das validações independentes do One Step COVID-2019 veio do INCQS, que apontou sensibilidade de 100% (resultado positivo para todas as 18 amostras verdadeiramente positivas) e especificidade de 98,7% (1 resultado positivo para 77 amostras verdadeiramente negativas. Vários outros estudos chegaram a conclusões semelhantes. 

Carolina também falou da importância do exame PCR, que é o método preferencial para diagnóstico da fase aguda de COVID-19, e apresentou um fluxograma criado pela Celer para orientar sua utilização combinada com os testes rápidos.

fluxograma covid-19

 

Webinar: testes rápidos para COVID-19 com leitura IgM e IgG sem diferenciação

O webinar foi mediado pela responsável técnica da Celer, Mariana dos Santos Romualdo, que é biomédica e especialista em análises clínicas. A profissional ajudou a responder as dúvidas enviadas pelos participantes e chamou a atenção para a importância dos exames complementares da Celer para tratamento da COVID-19. 

Se você não pôde acompanhar o webinar, não se preocupe. Todo o conteúdo está disponível em nossa página no YouTube

Caso fique alguma dúvida sobre o assunto, entre em contato conosco pelo e-mail assessoriacientifica@celer.ind.br.

 

Compartilhar este post

Deixe uma resposta