Uso do marcador D-Dímero no diagnóstico de trombose em mulheres

Uso do marcador D-Dímero no diagnóstico de trombose em mulheres

Uso do marcador D-Dímero no diagnóstico de trombose em mulheres

O marcador D-Dímero indica a formação de coágulos sanguíneos no organismo e é um importante teste complementar para diagnóstico de diversas doenças, inclusive COVID-19. Mas a sua principal utilização se dá na triagem e diagnóstico de pacientes com trombose. Pesquisas apontam que mulheres de 20 a 40 anos são as mais afetadas pela condição, pois estão mais expostas aos fatores de risco da doença. Desta forma, o teste D-Dímero é utilizado como uma das ferramentas para acompanhamento da saúde da mulher.

D-dímero: o que é?

O corpo humano possui um sistema de coagulação que permite estancar sangramentos de forma rápida e eficaz. Em caso de lesões, o fibrinogênio, uma proteína necessária para que as plaquetas se juntem e deem início ao processo de coagulação, é ativado. No processo de coagulação, ele se converte em fibrina. Quando a lesão é curada, outro elemento, a plasmina, digere a fibrina do coágulo (também chamado de trombo). Desse processo de degradação do coágulo, são liberados na corrente sanguínea alguns fragmentos, entre eles, o D-Dímero.

Todo o processo de coagulação, assim como a liberação dos elementos bioquímicos relacionados, são normais ao organismo e importantes para seu funcionamento correto. Entretanto, distúrbios genéticos ou hábitos não saudáveis podem desencadear a produção de coágulos onde não há sangramentos. Sendo assim, a quantificação do D-Dímero no organismo pode auxiliar no diagnóstico de distúrbios relacionados à coagulação sanguínea.

A formação de coágulos sanguíneos no organismo também é conhecida por tromboembolismo venoso (TEV). O termo inclui as condições Trombose Venosa Profunda (TVP) ou Embolia Pulmonar (EP).

Importante apontar que níveis elevados de D-Dímero no organismo são comuns após cirurgias, traumas ou infecções. Entretanto, também podem indicar Trombose Venosa Profunda ou Embolia Pulmonar. Cabe ao profissional de saúde avaliar resultado do exame junto a outros fatores.

Quantificação do D-Dímero e saúde da mulher

A trombose é uma doença que pode atingir homens e mulheres. Entretanto, segundo o Ministério da Saúde, a condição tem maior incidência nas mulheres, considerando indivíduos de 20 a 40 anos. Isso porque pessoas do sexo feminino, principalmente nessa faixa etária, têm maior exposição a alguns fatores de risco, como anticoncepcionais, gestações e reposição hormonal.

Mulheres em idade reprodutiva que fazem uso de método contraceptivo como estrogênio podem ter risco aumentado de três a seis vezes. Durante a gestação, o risco de trombose aumenta seis vezes. No período até 40 dias pós-parto, o risco pode ser 15 vezes maior. Tendo em vista estes fatores, a quantificação do D-Dímero se torna uma importante ferramenta no processo de acompanhamento para mulheres com elevados fatores de risco. Busca-se, desta forma, diagnosticar o tromboembolismo venoso de forma antecipada, evitando que a doença avance e tenha riscos agravados.

O tromboembolismo venoso pode ser completamente assintomático, assim como pode apresentar sintomas como inchaço, dor ou sensibilidade nos membros inferiores, pele vermelha ou arroxeada, aumento da temperatura e rigidez no local. É importante ressaltar que somente o médico tem condições de avaliar a necessidade do exame, assim como analisar o resultado junto de histórico clínico e exame físico.

O teste D-Dímero com resultado positivo (acima dos valores de referência), sugere a presença de trombose ou embolia no organismo. Neste caso, o médico deve seguir com outros exames, como Doppler, ressonância magnética ou venografia, para confirmação do diagnóstico. Se negativo, ou seja, com quantidade dentro do indicado nas referências, praticamente se exclui a presença de TEV. Sendo assim, o marcador D-Dímero é considerado um excelente mecanismo no diagnóstico de TEV, mas, principalmente, em sua exclusão.

Uso de anticoncepcional e trombose

O anticoncepcional oral é hoje um dos métodos contraceptivos mais utilizados pelas mulheres. Ele possui em sua composição estrogênio e progesterona, dois hormônios sintéticos. A ação das pílulas acontece por meio da inibição da ovulação. Elas também alteram as características do endométrio e do muco cervical. Apesar das pílulas anticoncepcionais de hoje conterem doses hormonais bem mais baixas que as das comercializadas décadas atrás, mantém-se entre os seus efeitos adversos o maior risco de tromboembolismo venoso.

Segundo o artigo A relação entre o uso de anticoncepcionais orais e a ocorrência de trombose, “Essa relação pode ser explicada devido aos estrógenos e progestágenos diminuírem a capacidade de coagulação sanguínea e aumentarem a capacidade pró-coagulante da cascata de coagulação, interferindo assim na hemostasia, por esse motivo é aconselhável que as usuárias desses medicamentos tenham acompanhamento de um médico especialista.”

Ainda segundo o artigo, antes de iniciar o uso de anticoncepcionais orais, é necessário que a paciente procure por um médico especialista, que poderá diagnosticar trombofilias (doenças do sangue que predispõem à trombose) ou predisposições genéticas. “Para eliminar-se por completo as suspeitas, o médico ainda pode solicitar exames laboratoriais como: hemograma completo, coagulograma, testes de proteína C ativada, anticorpos antifosfolipídios, dosagem sanguínea do dímero D, anticoagulante lúpico, anticardiolipina IgG e IgM, e testes de deficiência da proteína C e da proteína S e da antitrombina.”

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deve ser realizada pesquisa clínica e histórico da paciente para melhor definição do anticoncepcional a ser utilizado. O órgão ainda reforça que os benefícios superam os efeitos colaterais. “Até o momento, os benefícios dos anticoncepcionais na prevenção da gravidez continuam a superar seus riscos. Além disso, os riscos de eventos como trombose envolvendo todos os contraceptivos orais combinados é conhecidamente pequeno.”

Marcador D-dímero Point of Care (POC)

De maneira geral, somente a trombose venosa profunda atinge 60 em cada 100 mil habitantes no Brasil por ano. Complicações por trombose – que incluem a embolia pulmonar – podem levar à morte súbita. Desta forma, o marcador D-Dímero Point of Care é uma útil ferramenta para pronto-atendimentos, pois agiliza o processo de diagnóstico, possibilitando à equipe médica iniciar o tratamento e procedimentos rapidamente, diminuindo os riscos de morte de pacientes. Além disso, é também um teste complementar para diversas comorbidades, inclusive COVID-19.

Utilizado em conjunto com o Finecare FIA Meter, o marcador D-Dímero da Celer Biotecnologia determina quantitativamente a presença do fragmento em amostras de plasma ou sangue total. Para sua realização, são necessários entre 10 e 15 microlitros de amostra apenas. O teste é realizado através do método imunoensaio por fluorescência e a reação acontece em cinco minutos. O resultado deve ser avaliado por um profissional capacitado, junto à análise de histórico e exame clínico do paciente.

Segundo Roberto Alves de Souza, engenheiro de produtos da Celer Biotecnologia, na prática, o avanço do teste se dá no método de executar o diagnóstico. “A versão que está presente no mercado precisa de solução para manuseio de amostra. O novo produto não tem esta etapa. A amostra é colocada diretamente no cacete de teste”, explica. Dessa forma, a realização do teste acontece em menor tempo, o que reforça sua utilidade para pronto-atendimentos.

Para saber mais sobre o Celer Finecare D-Dímero Quantitativo e o Finecare FIA Meter, acesse o link. Você também pode entrar em contato com a nossa equipe pelo telefone (31) 3413-0814 ou e-mail comercial@celer.ind.br.

 

Referências:
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2016/anticoncepcional-so-com-prescricao-medica
https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/04-TROMBOEMBOLISMO_VENOSO_E_CONTRACEPTIVOS_HORMONAIS_COMBINADOS.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2959-trombose
https://www.mastereditora.com.br/periodico/20190905_224655.pdf
https://www.scielo.br/pdf/abc/2011nahead/aop01211.pdf
http://www.sbpc.org.br/upload/congressos/2_Doencas_tromboembolicas.pdf
https://emedicine.medscape.com/article/300901-overview
https://emedicine.medscape.com/article/1911303-overview

 

 

 

 

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