3 de março de 2022

Março Lilás e a prevenção do câncer de colo de útero

Neste ano, a campanha anual Março Lilás, que enfatiza a importância da prevenção contra o câncer de colo de útero, terá um significado ainda maior…

Neste ano, a campanha anual Março Lilás, que enfatiza a importância da prevenção contra o câncer de colo de útero, terá um significado ainda maior para as mulheres brasileiras. Embora o check-up ginecológico seja uma prática amplamente difundida no país há décadas, entre 2019 e, sobretudo em 2020, em função da pandemia da COVID-19, a realização do exame de Papanicolau caiu 44% e os tratamentos tiveram queda de cerca de 34%.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, estudos mundiais comprovam que 80% das mulheres vão ser infectadas por um ou mais tipos de HPV durante a vida.  No Brasil, são notificados 16.710 novos casos para um grupo de 100 mil mulheres a cada ano, com mais de 6 mil mortes no mesmo período.

CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

O câncer do colo do útero se desenvolve a partir de uma infecção persistente causada por vários tipos do papilomavírus humano (HPV), um vírus que é transmitido pela via sexual por meio do contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital, sem o uso de preservativos.  O HPV está entre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) mais comuns em todo o mundo.

SINTOMAS DE CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

O câncer de colo de útero é o prognóstico mais preocupante da IST HPV. Geralmente, a doença se desenvolve de forma lenta e pode não apresentar sintomas em sua fase inicial. Nos estágios avançados, evolui para sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais.

DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

O diagnóstico mais popular do câncer de colo de útero é o exame Papanicolau, realizado durante a consulta ginecológica periódica. Mas, de forma obrigatória, é preciso confirmar o diagnóstico de HPV, que é a principal causa da doença.

Além desses, há o exame pélvico e da história clínica da paciente, por meio dos exames da vagina, colo do útero, útero, ovário e reto com avaliação com espéculo, toque vaginal e toque retal; a colposcopia que permite visualizar a vagina e o colo do útero e detectar lesões anormais nessas regiões e a biópsia, que confirma o resultado do Papanicolau.

No caso de parceiros sexuais fixos, embora a doença possa afetar um, é imprescindível que o casal seja examinado em iguais condições.

SOLUÇÃO DE DIAGNÓSTICO

As soluções para o diagnóstico de Papilomavírus Humano por PCR em tempo real da Celer permitem detectar a presença de HPV de alto risco (hrHPV). Os testes fornecem simultaneamente resultados individuais de 15 tipos do vírus que apresentam alto risco (kit para genotipagem) ou resultados agrupados dos dois tipos de maior risco, o HPV 16 e HPV 18.

Nesse sentido, os produtos podem ser usados para aumentar a especificidade da estratégia de teste ou para fazer a triagem de mulheres de acordo com o risco, com base nos resultados dos tipos de hrHPV genótipo e dos resultados agrupados dos tipos de HPV 16/18.

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Referências Bibliográficas:

INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA).  Câncer do colo de útero. Brasil. Disponível em:< https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero > Acesso em 22 fev 2022.

BRASIL, Ministério da Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Condiloma acuminado (Papilomavírus Humano – HPV). Brasil. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/infeccoes-sexualmente-transmissiveis/condiloma-acuminado-papilomavirus-humano-hpv. Acesso em: 21 fev 2022.

INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA).  Câncer do colo de útero. Brasil. Disponível em:< https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero > Acesso em 22 fev 2022.

CESTARI, Maria Elisa Wotzasek et al. Necessidades de cuidados de mulheres infectadas pelo papilomavírus humano: uma abordagem compreensiva. Revista da Escola de Enfermagem da USP, Vol 46(5). Páginas 1082-1087. São Paulo. 2012. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/reeusp/a/Y5SDBXKHt4FygjbgJybnnkR/?format=pdf&lang=pt> Acesso em: 21 fev 2022.

MARQUES, Fernanda. Artigo propõe estratégias para enfrentar o câncer do colo do útero com mais equidade e eficiência. Fiocruz Brasília. Brasília. 2022. Disponível em: <https://www.fiocruzbrasilia.fiocruz.br/artigo-propoe-estrategias-para-enfrentar-o-cancer-do-colo-do-utero-com-mais-equidade-e-eficiencia/> Acesso em: 22 fev 2022.

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