27 de agosto de 2021

Marcadores bioquímicos e o diagnóstico do infarto do miocárdio

De acordo com o estudo Estatística Cardiovascular – Brasil 2020, publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia (ABC Cardiol), as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são…

De acordo com o estudo Estatística Cardiovascular – Brasil 2020, publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia (ABC Cardiol), as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são responsáveis por 70% das mortes globais e 45% delas são representadas por doenças cardiovasculares (DCV). No Brasil, elas são a principal causa de mortalidade desde a década de 1960. Além disso, outras doenças e condições limitadoras do organismo podem derivar de problemas cardiovasculares.

Infarto Agudo do Miocárdio

O infarto agudo do miocárdio (IAM), conhecido popularmente como ataque cardíaco, se destaca entre os casos mais recorrentes das doenças cardiovasculares pela velocidade em que ocorre e por sua mortalidade.

O coração necessita de sangue rico em oxigênio a todo momento. O IAM acontece quando alguma artéria é obstruída e leva à isquemia, que é a falta de fornecimento de sangue a qualquer tecido. A limitação do fluxo de oxigênio do coração ocasiona a morte de parte do músculo cardíaco.

Causas do Infarto Agudo do Miocárdio

A principal causa do infarto agudo do miocárdio, de acordo com o artigo Síndromes Coronarianas Agudas,  é uma condição chamada aterosclerose que se caracteriza pela formação de placas de gordura e cálcio nas artérias do coração, bloqueando, assim, a passagem de oxigênio.

Com menos incidência, o ataque cardíaco pode acontecer devido ao espasmo de uma artéria coronariana ou pelo rompimento de um coágulo formado no próprio coração. Algumas causas ainda são desconhecidas.

Sintomas do Infarto Agudo do Miocárdio

O artigo Síndromes Coronarianas Agudas aponta como sintoma mais recorrente do IAM a dor torácica.  Do tórax, ela pode irradiar para as costas, o maxilar e para o braço esquerdo, em casos raros para o braço direito.  Também pode ocorrer:

. Sensação de desmaio
. Desmaio real
. Transpiração intensa repentina
. Náusea
. Falta de Ar
. Batimentos cardíacos fortes (palpitações)
. Inquietação e ansiedade
. Lábios, mãos ou pés podem ficar ligeiramente azulados

Marcadores Bioquímicos e Diagnóstico do IAM

Segundo o artigo “Perfil dos pacientes atendidos por infarto agudo do miocárdio”, a maioria dos óbitos por IAM acontece nas primeiras horas da manifestação da doença, de 40 a 65% na primeira hora e 80% nas primeiras 24 horas. Isso significa que a maior parte das mortes por infarto agudo do miocárdio acontece fora do hospital e, por este motivo, o atendimento pré-hospitalar é extremamente importante no tratamento. Ele tem como principal objetivo a redução do tempo entre o início do ataque cardíaco e a restauração da perfusão miocárdica.

A V Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio destaca a importância dos marcadores bioquímicos de lesão miocárdica para o diagnóstico rápido e prognóstico de pacientes com Síndrome Coronária Aguda. Eles são úteis para confirmar o diagnóstico de infarto, possuem alto nível de precisão e reduzem o tempo de tomada da decisão médica refletindo diretamente no tratamento e na qualidade de vida do paciente.

Solução de Diagnóstico

O Celer Finecare Painel Cardíaco, utilizado em conjunto com o analisador Finecare FIA Meter, aplica a metodologia de imunodetecção por fluorescência. Ele indica o risco de infarto agudo do miocárdio a partir da análise quantitativa da concentração de três proteínas cardíacas: troponina, creatina quinase e mioglobina. A análise destas proteínas deve ser utilizada em conjunto com os outros aspectos da avaliação do paciente.

Com a tecnologia Point of Care do Finecare Painel Cardíaco o diagnóstico de IAM acontece de forma rápida e segura, com precisão e celeridade, impactando diretamente na saúde do paciente, além de otimizar a utilização dos espaços de atendimento hospitalar que impactam em questões clínicas e econômicas do sistema de saúde.

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Referências

OLIVEIRA, Gláucia Maria Moraes de et al. Estatística Cardiovascular–Brasil 2020. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, p. 308-439, 2020.

MOREIRA, Márcia Adriana Dias Meirelles et al. Perfil dos pacientes atendidos por infarto agudo do miocárdio. Revista da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, v. 16, n. 4, p. 212-214, 2018.

PIEGAS, Luís Soares et al. V Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre tratamento do infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST. Arquivos brasileiros de cardiologia, v. 105, p. 1-121, 2015.

Infarto Agudo do Miocárdio: conheça suas causas sintomas e tratamentos. Disponível em <https://www.cepic.com.br/blog/causas-e-tratamentos/infarto-agudo-do-miocardio/#>. 

Síndromes coronarianas agudas (ataque cardíaco; infarto do miocárdio; angina instável). SWEIS, Ranya N, MD, MS, Northwestern University Feinberg School of Medicine; JIVAN Arif , MD, PhD, Northwestern University Feinberg School of Medicine. Disponível em <https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%Barbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%Adneos/doen%C3%A7a-arterial-coronariana/s%C3%Adndromes-coronarianas-agudas-ataque-card%C3%Adaco-infarto-do-mioc%C3%A1rdio-angina-inst%C3%A1vel>. 

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