7 de fevereiro de 2024

Hipertireoidismo felino

O primeiro relato de hipertireoidismo felino foi em 1979, desde então houve um aumento progressivo do diagnóstico desta doença que hoje é considerada a principal […]

Hipertireoidismo felino

O primeiro relato de hipertireoidismo felino foi em 1979, desde então houve um aumento progressivo do diagnóstico desta doença que hoje é considerada a principal doença endócrina da espécie felina, sendo mais prevalente entre gatos idosos. 

O hipertireoidismo é o resultado da alta quantidade de hormônios tireoidianos produzidos decorrentes de um funcionamento anormal da glândula tireoide. Considerada uma doença gradual e multifatorial, o hipertireoidismo pode aparecer proveniente de fatores genéticos, ambientais e nutricionais. Alimentos com alta concentração de selênio, baixo teor de iodo na dieta, flavonoides e desreguladores endócrinos presentes nos alimentos como BPA e PBDEs destacam-se como os principais fatores de risco. 

Os sintomas clínicos mais notados são:  

  • Perda de peso e desnutrição, ainda que o gato ingira bastante alimento, acaba sofrendo com o emagrecimento pois o gasto metabólico é muito grande; 
  • Vômitos, em decorrência da rápida ingestão de alimentos; 
  • Diarreia, uma vez que o hipertireoidismo aumenta o fluxo gastrointestinal;  
  • Hiperatividade, tremores, insônia e postura de alerta também são sinais decorrentes do excesso de hormônios tireoidianos; 
  • Na pele podem ser observadas mudança da coloração do pelo, seborreia e pelagem descuidada com aspecto feio. 

Se tratando de patologia clínica, alguns achados laboratoriais podem ser observados nos animais doentes. São eles: 

  • Eritrocitose e macrocitose, no hemograma; 
  • Elevação das enzimas ALT, AST e GGT no perfil bioquímico; 
  • T4 aumentado no perfil hormonal. 

Para os principais achados laboratoriais acima citados, a Celer possui soluções que entregam resultados confiáveis para apoiar um diagnóstico preciso do hipertireoidismo felino através dos equipamentos Hematologia Celer Vet, Bioquímica Seca Veterinária e Finecare Veterinário

Outros exames como palpação da tireoide e ultrassom também podem ser solicitados para fechar diagnóstico. 

Tratamento

O tratamento para a doença é feito através de medicamentos e com abordagem individualizada para cada paciente levando em conta a idade, presença de outras doenças e gravidade do quadro, podendo haver necessidade de intervenção cirúrgica ou não. O diagnóstico precoce favorece o prognóstico do paciente e, além de barrar a progressão da doença, evita que outros sinais clínicos apareçam como acometimento de órgãos vitais como rins e coração. 

Embora não haja um protocolo preventivo para esta doença, cuidar da alimentação do animal é essencial uma vez que substâncias presentes em alguns alimentos são conhecidas como fatores de risco importantes. 

11 de maio de 2021

Distúrbios da coagulação na Medicina Veterinária

Tanto em animais quanto em humanos, a coagulação sanguínea é um processo natural do organismo para estancar sangramentos e evitar hemorragias. Quando essa resposta falha, […]

20 de março de 2024

O futuro da medicina: o papel dos testes Point-of-Care (POCT) na transformação da assistência médica

À medida que a tecnologia médica avança, os testes Point-of-Care (POCT) emergem como uma ferramenta revolucionária no diagnóstico e no tratamento de diversas condições. Os […]

?>