Estudos orientam estratégias na contenção do coronavírus

Estratégias e impactos na contenção do coronavírus

Estudos orientam estratégias na contenção do coronavírus

Na última semana o Imperial College de Londres, cujos estudos orientam órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS), reafirmou as medidas conjugadas de isolamento social e uso de testes rápidos de triagem como alternativas mais viáveis no momento para reduzir os óbitos em decorrência da pandemia, ou seja na contenção do coronavírus.

No Brasil, medidas rigorosas de contenção são capazes de salvar cerca de 44 mil vidas, segundo dados da pesquisa. Essas ações aplicadas em conjunto podem gerar uma redução de até 95% na mortalidade. A própria OMS já tinha emitido, no dia 16 de março, alerta reafirmando a importância de identificar o vírus rapidamente por meio de testes. A ideia é que outros países sigam o exemplo da Coreia do Sul, que conseguiu controlar melhor a epidemia, tendo como uma das medidas a aplicação de testes em massa.

O Governo Federal brasileiro anunciou na última semana que fará esforços para ampliar o acesso aos testes rápidos para auxiliar na contenção do coronavírus. A ideia é interromper a curva ascendente do vírus que, segundo o Ministério da Saúde, já chega a 5.717 casos confirmados da COVID-19. Foram 1.138 novas confirmações em 24 horas, dados de 31 de março. O número de óbitos também aumentou, agora são 201. Diante desse cenário, as medidas não clínicas de intervenção são essenciais para diminuir o número de casos e óbitos.

Como conter o avanço da doença

É válido destacar que o isolamento social, por si só, não é capaz de resolver o problema. Em entrevista à BBC de Londres, o diretor-executivo de emergências da OMS, Mike Ryan, revelou que é necessário um conjunto de políticas públicas para evitar que o vírus apareça novamente. Por isso, atualmente, é preciso concentrar esforços em encontrar aqueles que estão doentes e assim isolá-los. “Uma vez que suprimimos a transmissão, temos que ir atrás do vírus”, diz.

O pesquisador e engenheiro Denilson Laudares Rodrigues, reforça que é fundamental nessa fase de triagem a identificação de pessoas que podem estar com o vírus e não sabem. “Só assim será possível saber até que ponto o vírus se espalhou na sociedade. Afinal, estamos falando de uma doença infecciosa cujos sintomas iniciais podem ser confundidos com outras enfermidades de menor gravidade”,  observa. Denilson é sócio-fundador da Celer Biotecnologia, primeira empresa brasileira a protocolar pedido para comercialização de teste rápido para a COVID-19 junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O One Step COVID-19 Test está entre os primeiros testes de diagnóstico da COVID-19 aprovados pela Agência.

A importância dos testes rápidos na contenção do coronavírus

Os testes rápidos de coronavírus podem promover a melhoria dos sistemas de saúde, haja vista que sua aplicação em massa permite identificar como a doença se comporta, o quanto cresce o número de infectados, acelerando a liberação de leitos para casos confirmados e com indicação clínica. Assim torna-se possível desenvolver estratégias cada vez mais eficazes para lidar com a pandemia.

A aplicação em massa de testes rápidos permitirá descobertas mais conclusivas como o grau de imunidade e o comportamento da doença em diferentes grupos da população. Por isso tem-se a necessidade de obter um bom volume de dados, pois sua falta pode gerar conclusões equivocadas e, como consequência problemas nos sistemas de saúde.

No Brasil as redes de saúde privadas e públicas estão atuando para disponibilizar testes laboratoriais capazes de detectar o vírus em um tempo hábil e atender a atual demanda. O One Step COVID-19, é de simples na execução, pode ser realizado em qualquer unidade de saúde, seguindo orientações básicas, e seu resultado é dado em cerca de 15 minutos. Por ser rápido e sensível, fator mais importante no momento, o One Step COVID-19 Test garante análises otimizadas e a economia para os hospitais.

Ele funciona como um teste para auxílio no diagnóstico. O resultado negativo pode indicar ausência de infecção ou infecção precoce. O resultado positivo, por sua vez, determina a infecção por coronavírus, sendo necessária a confirmação por uma metodologia mais específica como o Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), ou com dados clínicos do paciente. A Celer também já protocolou junto à Anvisa pedido de autorização para a comercialização do teste PCR.

 Ao identificar um paciente possivelmente contaminado evita-se problemas como a contaminação e a subnotificação do número de casos existentes. O teste é feito com base na presença de anticorpos e permite detectar os pacientes que são verdadeiros positivos, funcionando como um método eficiente de triagem. Dessa forma, se mostra um aliado na contenção do coronavírus.

 

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